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Algarve vai produzir palhinhas de papel

As imagens de lixo plástico abundante no fundo dos oceanos têm chocado muitas consciências. Foi o caso da britânica Anita Hadlow, dona de um bar no Algarve. A vontade de acabar com as palhinhas de plástico no seu estabelecimento e a noção do drama dos oceanos, fizeram-na procurar os pequenos canudos em papel. Entretanto, notou o interesse de outros bares nas palhinhas de papel e lançou a marca Strawmania.

Anita Hadlow

O espaço da Strawmania no Lisbon Bar Show era modesto, mas a riqueza de cores e desenhos das palhinhas chamavam a atenção. Ao pegarmos numa palhinha de papel ficámos impressionados com a sua rigidez, que nos pareceu superior às de plástico. Além disso, havia algumas mergulhadas num copo plástico “há horas” e que não apresentavam quaisquer sinais de amolecimento.

Na verdade, a melhor solução é nenhuma palhinha.

Anita Hadlow

Anita Hadlow começou por adquirir as palhinhas de papel na China, mas atualmente já trabalha com parceiros europeus. A empresária revelou ao Bartwist que conta abrir a sua própria fábrica de palhinhas de papel, no Algarve, “até ao final deste ano”. Reconhece que a procura, de momento, ainda não é alta – apesar dos “muitos interessados” – mas quer estar preparada para quando a União Europeia decretar maiores restrições ao uso do plástico. Por isso equaciona comercializar outros produtos, como é o caso de copos biodegradáveis.

O preço das palhinhas de papel também poderá constituir um factor dissuasor. Pelo menos por agora. Anita diz que há quem venda 250 por 9 euros. No Lisbon Bar Show, apresentou um preço promocional de 15 euros por mil, recordando que, no ano passado, vendeu a mesma quantidade de palhinhas a 36 euros. Na consulta ao site da Strawmania descobrimos que 15 euros é também o preço de uma única palhinha, metálica e dobrável, a “Finalstraw”, que se guarda dentro de um estojo próprio.

Além das palhinhas de papel, existem também de massa, arroz, bambu e até de erva. “Há muitas ideias diferentes”, reconhece Anita. No entanto, na sua opinião e apesar de comercializar este produto, a consciência ambiental fala mais alto: “na verdade, a melhor solução é nenhuma palhinha”.

Fachada Rodrigues

Fachada Rodrigues

Jornalista de formação, com década e meia de prática em jornais de escala nacional, e com passagens por assessoria de imprensa ao nível do Estado, recentemente começou a leccionar Jornalismo Digital. Gosta de um bom vinho, seja ele de mesa ou do Porto, e não nega um cocktail. Contacto: frodrigues@bartwist.com